CHAMADA DE CORTINA
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Rita Filipa foi chamada ao palco, para se despedir.
Julgo que este tipo de resoluções devem ser pensadas e assumidas (sobretudo, auto-assumidas) com semanas de antecedência, para que haja uma mentalização, de que algo rotineiro irá mudar, o que, frequentemente, exige força mental, maiormente, quando abdicamos de algo que nos proporciona prazer ou nos aporta identidade.
Quanto a assumir as mesmas publicamente, penso que isso cria uma carga emocional que a pessoa deve evitar, pois já basta a pressão que colocam em si mesmas, sem ser necessário stress adicional devido às "expectativas" que criam, mas colectivamente, é a decisão correcta e responsável, algo que seria esperado de uma líder.
Relativamente a comentários (mesmo que jocosos) de natureza heterófoba, publicados nas redes sociais em junho de 2019...
...quem nunca fez comentários disparatados, que atire a primeira pedra, à rameira mais vil no pátio do templo de Jerusalém.
Só pessoas estúpidas (ou hiper-sensíveis) confundem humor (se o foi) com convicções. Não posso reter desdém para quem fez comentários heterofóbicos, da mesma forma, que outros fazem-nos em essência misógina, homófoba, xenófoba, etc. Todos devemos ser tolerantes e perdoar (que é mais difícil do que "imputar"), especialmente, se nunca reconhecemos especial intelecto a quem prevaricou. Não posso entender alguém como sendo tola e malévola em sincronidade.
Há pessoas, tão tensionadas em repudiar, odiar, em encontrar racismo, sexismo, etc, que em dúvida, aceitam-no (e armamentizam-no) consoante melhor encaixa na sua narrativa. O que está, passou, 'effacée!'
E a ressurgir, não sejamos rápidos a colocar rótulos, além de tolinha, estulta ou cobarde.
A necessitar de perdão, só de si mesma, pois não se enobreceu. De resto, a Terra continuará a girar sobre o seu eixo.
Pessoalmente, é raro ver televisão, mas, ouvi Rita Filipa uma vez, a comentar futebol, e acho que é uma boa comunicadora e analista, sobretudo, num contexto profissional.
Penso que se decidir enveredar por esse ofício, poderia sobressair com alguma facilidade, pois Portugal está "encharcado" de débeis comunicadores. Francamente, a maioria não só não percebe de desporto, são totalmente desprovidos de carisma, e parece que estão há 30 anos na fila para entrar na clínica de terapia de reposição de testosterona. Ninguém quer ouvir um ogre obeso a tecer considerações sobre a biomecânica de um futebolista. Senão, qualquer dia, tínhamos o "Sousa da Disfunção Eréctil" a comentar a "vida lúbrica" da Martin-Prieto. DEUS nos poupe de tão Dantescos suplícios.
Quanto à sua vida pessoal (de Rita Filipa), só lhe posso desejar as maiores felicidades, a ela, e a quem a acompanhar. Desde que isso não influencie a sua vida profissional... ou o colectivo onde a profissional estiver integrada, relegando outras para uma posição... desvantajosa.
Recordo-me, de quando os seus treinadores, me diziam, que para meterem o Ronaldo no XI titular, tinham que sacrificar outros (Edgar Marcelino, Paulo Sérgio, etc) que também tinham valor. A questão, é quando alguém é "favorecido", sem ter o potencial para ofertar mais do que aqueles que são prejudicados em resultado de uma decisão técnica, ou de quem é soberano sobre os treinadores.
Inequivocamente, acho que a vida privada não diz respeito a ninguém, e só lhes devemos querer saúde e todas as alegrias. Ausência de ética (a acontecer) é abominável, já afeição não é. Há questões mais prementes e graves nesta nossa existência terrena do que o amor.
A nível pessoal, da minha perspectiva, escolheu (ou foi escolhida) por alguém que a complementa, e é dessa "argamassa" que se fazem as uniões duradouras, de empatia e complementaridade, e isso, é sempre positivo, para o presente e para o futuro.
A partir de agora, jocosidades lesbianas, só em alusões à Mónica tentar apalpar a Helena ;)
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Noutra matéria, "Fast Lucy" foi eleita futebolista do ano, no clube do outro lado. Sempre a entendi como uma atleta muito acima da média, e tecnicamente, foi gradualmente mostrando aquilo que sempre mais prezei num(a) atleta, a rapidez com que se adapta a circunstâncias e a exigências. Muito útil quando orientada por "incompetentes", que nem no seu prédio são os melhores.
Pessoalmente, simpatizo com Joana Marchão, e admito que Lúcia é - sem malícia - uma moça algo "robótica" ou "associal" de personalidade, mas, sem embargo dessas considerações, sempre entendi como obsceno que Marchão fosse titular na selecção, e Lúcia nem sequer era chamada.
E "bati-me" com a "provinciana Jorge" para que Lúcia fosse convocada, tal como, para que Fonseca fosse seleccionada, bem como... para que Dolores fosse "reformada", que Norton deixasse de cair nas alas, que Capeta fosse convocada, e outras (Jesuítas) "missões" mais (entre elas, que Mónica e "Chico Francisco" encontrassem outro ofício...)
Apesar de ter tanto "calor" para com Lúcia, quanto um zircão tem para com uma rubi, sempre a admirei enquanto atleta e desportista.
Quanto a jogadora do ano, nesta era pós-Cloé, pós-Vitória, com Cristina decadente que nem um "burro-de-pila-partida", Cameirão em (precoce) declínio, e Norton aleijada, parece-me natural, que "Lucy" mantendo uma (louvável) ambição e brio, seja justamente premiada, pois é praticamente a última estrela na constelação (brevemente e merecidamente) hexa-campeã, edificada por Fernando Tavares.
Continuo a gostar (pessoalmente e desportivamente) de Nicole, Pauleta quando tiver ritmo (e menos peso) poderá voltar a ser a MVP, e Catarina Amado é obviamente uma jogadora de elevado nível, mas por ora, Lúcia é merecidamente, a "bandeira vermelha", e penso que possivelmente lhe será permitido procurar outras paragens daqui por uns meses, uma ausência que (ironicamente), Mónica Susana, irá tentar suprir, vindo buscar Beatriz Fonseca.
E clamo ironia, pois durante anos, (Béa) nem era considerada para as Quinas, pela Directora que sempre - e já lá vão 20 anos - achei ser pouco mais do que uma "personal trainer" glorificada, que tem graça rústica, e (entendívelmente) caiu na graça de alguns velhotes na Cruz Quebrada. Deve (ter caído no goto) ser por causa das histórias que ela (no seu gabinete) me contava sobre brasileiras que vinham do pantanal com excelentes pedicures. Entendi logo o critério: não as recepções orientadas, mas o verniz de unhas...
Se o Sporting, em 2026/27, irá arranjar maneira de (continuar a) ficar atrás de uma equipa sem Martin-Prieto, sem Lúcia, sem Cloé, sem Ana Vitória, sem Andreia Faria, sem Carole Costa, sem Kika Nazareth, sem Jéssica Silva, sem Ana Seiça, sem Katelin Talbert? A minha fé na capacidade da estrutura do Sporting (como presentemente constituída), em desbaratar o (manifesto) potencial do seu plantel... é quase ilimitado, infelizmente.
Quando não existe um historial de triunfos, um precedente de sucesso, é muito difícil ter crença em quem nos orienta, mais a mais, quando há decisões que parecem ilógicas, desprovidas de ética (ou competência, inteligência), e a comunicação, com a excepção da do treinador, parece roçar o autismo.
Se Fonseca será maior (mediaticamente) daqui por 6 meses? Hmmm, joga mais que "Lucy", é - no meu entender - mais charmosa, mais atlética, é mais inteligente (que todas!) e (ainda) mais exigente. Uma moça que tem credibilidade futebolística, tem personalidade e vivacidade... se no Sporting é tida como das 5 melhores na nação, sob o microscópio mediático do Seixal, será a maior estrela do país. E por mim, nada vai mudar, o respeito e a admiração manter-se-á (tal como ocorria em Braga), tal como com Borges (o respeito, pois a admiração sempre foi comedida). Deve ser o charme Beirão, que (genealogicamente) também flui pelas minhas veias e artérias.
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Após todo um mês a servir-nos um futebol com sabor a tarte de ruibarbo, a equipa técnica do Sporting foi eleita a melhor do país. Isso fez-me lembrar quando a Maria Natércia ficou em primeiro lugar no "Concurso das Feias" em Benavente. Deve ter sido o Pato Donald, o Pluto e o Pateta que votaram no Professor Mickey.
Estes, devem ser como aqueles prémios, em que reconhecem o departamento de comunicação como sendo excelente, apesar de, não conseguirem promover atletas com o magnetismo de Fonseca, Georgia, Telma, Miri ou Dani. Até a Ana Abreu tem (substancialmente) mais personalidade que a Lúcia.
Quanto a "Santi", surpreende-me que tenha sido a melhor, mas surpresas assim, são como rusgas da P.J. para os lados do Colombo, sempre bem-vindas, sempre bem-aceites. Boa miúda, talentosa, entusiástica, ali, não há qualquer autismo ou cinismo, e por essa razão, gera-se empatia. Que ganhe muitas vezes. Cá estaremos para a aplaudir.
A.C.F.
20/03/2026
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