SOBRECARGAS PROGRESSIVAS E JUSTAS RECOMPENSAS.

.
.
.
Existe um conceito que é o "auto-merecimento", que basicamente, consiste em pessoas determinarem o seu próprio valor e aquilo a que julgam ter direito. Tal como; mais voluminosos salários, melhores condições de labor, bons relvados, outros patrocinadores, diferentes horários, outra categoria de balneários, determinar quem as treina e dirige, etc.

Essa conceitualização, por vezes pode gerar um fiel reflexo da realidade, ou pode ser distorcida por narcisismo, ou por uma pessoa mal-habituada a sicofância que lhe confira uma valorização inflada da sua real grandeza.

Quem considera merecer mais, sente-se azeda e frustrada com o que tem (e têm-no, porque lhe foi oferecido), e em ira, desafiam, desafiam todas, todas as "cadelas", e as irmãs de tais "cadelas".

E essa, é a azeitada realidade, de catraias e cadelas. Que mais do que correr, suar e sofrer, querem fazer "streams" onde demandam, como se o universo fosse seu "papá", alistado a atender às preces de meninas-mulheres, que se apresentam como umas... mas se comportam como outras.

Por exemplo, uma menina é mimada pelo progenitor, que a vê (e trata) como se fosse uma "princesa", aquela que merece tudo; amor incondicional e paciência interminável (ainda bem que o Micael já é pai de uma rapariga...), frequentemente, isso redunda numa mulher adulta, que se convence, que todos os machos que irá encontrar, a irão entender como uma "infanta", (ainda) como uma menina, cujos (e todos os) excessos eles deverão tolerar, e sobre ela, todas as adulações deverão ser arremessadas.

Numa realidade não-marxista (uma estirpe de populismo cuja matriz identitária frequentemente se aporta ao "feminismo" moderno) existe a ideia de que todos somos iguais, ou seja; a homem que fizer 200 fivelas por dia, vale o mesmo que o camarada que fizer só 50, e que a mulher que nadar 20 piscinas, vale o mesmo que a que nadar só 10.

Por razões óbvias, essa ideologia, é deveras aceite pelas pessoas menos capazes, seja intelectivamente ou fisiologicamente, pois, sendo possível, auferir tanto, quanto os seus irmãos e irmãs mais capazes, quem é o calão ou a mandriona, que nevroticamente não declamará os ditames de Marx? As narrativas são quase sempre orientadas na direcção que mais convém a uma narradora.

No Oeste, o capitalismo traz benefícios aos mais audazes, e a meritocracia premeia os que mais se empenham. Em área alguma, isto é mais verdade do que no desporto, pelo menos no masculino.

Naturalmente, entre as "femi-marxistas", continua a permear, pervasivamente a noção de que, merecem tudo, só por terem genitais vulviformes, e o patriarca que por via de induzimentos-mil, lhes inculcou, que elas eram "especiais" (o que nem sempre é um elogio...). Claro, desde que vão trabalhar para a empresa do papá. "Papás" com aspas, esses geralmente querem algo em troca, daquelas afligidas com "daddy issues".

Frequentemente, as ideologicamente-afiliadas, clamam querer mais; "equal-pay" (e "equal work-load"??), etc, escapando-lhes por completo, as bancadas desnudadas, excepto com as tias, as avós e as "acólitas de safo", sequiosas por uma jogadora de bola...

...sem apelo junto do caudal principal da sociedade, não há interesse, não se vendem bilhetes, parafernália, não há audiências, etc.

Há apenas um "papá" (por hábito, compelido por uma UEFA) que lhes dá algo (sustento, mas não opulência), e algumas, convencem-se... merecer tudo, ou muito mais! Sem embargo de arquibancadas despidas, e menos de 200 (sou 1 deles!!) colados ao televisor.

Como monetizar algo que não atrai olhos, emoções, nem carteiras? Nem Marx tinha tanta imaginativa, e talvez, por essa razão, morreu na miséria (apesar de ter estudado economia, aliás, tal como a Dra. Mortágua, que, 15 anos após cursar, nunca arranjou emprego no qual fosse requerido mais do que teorias).

É comum, em clubes menores (daqueles em que se micta na escadaria...), umas moças, que apesar de jovens e federadas como atletas, se apresentam com 60% de gordura corporal, alegando que, chegando a um "grande", então , sim, já farão contenção calórica.

E, caso alguém lhes peça para fazer dieta (como sempre fizeram aos equivalentes machos na modalidade), alegarão ser 'body-shaming', machismo, o patriarcado em marcha, e todas estas "buzz words" que aprenderam da boca de eminentes intelectuais, como a "Dra." (isto, hoje em dia, é mais "honoris causa" que almirantes na Royal Navy...) Delevigne, aquela com sobrancelhas sobre-vitaminadas, e decididamente sub-Éricas e sub-Geos.

Somos uma equipa que não ganha a ninguém, mas... chiça penico(!) temos as sobrancelhas mais bonitas de Portugal. Até há pouco, só nos vangloriávamos do bigode da Borges, e que na realidade, eram os pelos púbicos da Martin-Prieto, ali colados por virtude do "mel" que a Gouveiense lambuzava. Nem Henry Miller no seu melhor dia escreveria destas...

Chegamos ao ridículo, de a FPF convocar moças de 16 anos, que pesam mais que eu, apesar dos seus narizes darem pela minha apófise xifóide. E temos as Potras, Jenevas, Bravíssimas e "Fontebanhas", e mais algumas que no matriarcado da namorada de "Fontebanhas", ninguém se atreve a pedir às "meninas" que sejam profissionais - como é exigido aos machos - sob risco de ser politicamente incorrecto, entendida (mas raramente plenamente compreendida) como uma "ditadura" que oprime a liberdade de expressão, maiormente, naquele... Herzoguiano "dédalo de extremistas" até há pouco liderado pela Dra. (Mortágua) que segue numa longa - e triste - linhagem de "afectadas" (ciências políticas requerem cavalagem intelectual, caríssima) que acha que tudo o que a OTAN faz é péssimo, mas que nunca criticaram quando a URSS (ou sua sucedânea, desde os anos 90, "alagada" na fantasia da "democracia soberana"...) invadiu a Checoslováquia, Afeganistão e Ucrânia. No dicionário, a "coerência", não é apenas um vocábulo adjacente a "conas" e "cabronas"

(não, Cona não é uma palavra havaiana, e mesmo que fosse o nome de uma vila próxima de Honolulu, duvido que o gentílico adequado às suas cidadãs fosse... "enconadas". No que é atribuível a "cabronas", isso é ali mais para os lados do Terminal Fluvial do Seixal... onde a "Lucy" e a "Lara" encenam as melhores partes de "Querelle", o magno-conseguimento do Sr. Fassbinder)

E concluímos (a minha imodéstia é tanta, que me arrogo da 2.ª pessoa do plural...) com Beatriz Maria. No Braga: belas pernas, belos biceps e triceps, sempre dinâmica, potente, arrojada e vivaz.

E, essa energia e ética, trouxe-a a palcos maiores (e a outros a moverá após 30/06/2026), não ficou à espera de algum sucesso, para fazer dieta ou se familiarizar com sobrecargas progressivas. E agora, eis que a "Beatriz da Guarda", vê-lhe ser abertas, as portas da Puma. Acontece a uma moça, talentosa, empenhada e inteligente. E eu, seu (não tão) humilde cronista, só posso, por ela, ficar satisfeito e orgulhoso.

Em lugar de populismo, relatem-lhes, que as fortes, inteligentes, auto-conscientes, as verdadeiramente fortes (e calmas), nunca precisam de quaisquer "muletas", sejam esses amparos; movimentos populistas, "papás" ou madrinhas. "Béa" é um notável exemplo, de como a emancipação se edifica com auto-crença e esforço, na arena da meritocracia em que vive este nosso mundo ocidental.

E agora, tudo ela vai conseguindo, não por catraia ou aprincesadas exigências, não por encampação ou por amuos de quem deseja ser acriançada além da infância, de quem se julga mais do que é, mas, por potenciar o que de melhor que tem em si.

Por último, quem para ela olhar, verá músculos, atleticismo e competências, mas todos esses desenvolvidos predicados não são dons ingénitos, mas sim o resultado de algo que os precedeu, e que estava lá no início de tudo, a "centelha" do seu sucesso. Ela era mais inteligente que as outras, e continua a ser. A sua intuição trouxe-a até à sua presente forma e à excelência 
que ela tão-ricamente merece.

Ser, "Béa", não é, seguramente, para aquelas que mutuamente se ameninam, e cujos corações desfalecem, ao percepcionar que a glória requererá sacrifícios e contenções.

A.C.F.

12/03/2026 



Comentários