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A mostrar mensagens de junho, 2026

MÉRITOS ALHEIOS

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. . . . . O Benfica sagrou-se hexacampeão nacional de futebol feminino. . Seis títulos consecutivos, uma sequência que não tem paralelo na história da modalidade em Portugal, e que coloca o clube da Luz numa posição de hegemonia tão consolidada que qualquer interrupção desta sequência passará inevitavelmente a ser analisada com a mesma precisão com que se analisa agora o mérito da sua construção. . A questão que merece ser colocada, com clareza e sem eufemismos, é a seguinte:  de quem é, verdadeiramente, o mérito desses seis títulos? . A resposta exige que se separe aquilo que é relação pública daquilo que é realidade desportiva. . Fernando Tavares foi vice-presidente do Benfica para as modalidades durante os primeiros cinco anos desta era de domínio. . Foi sob a sua orientação que o projecto cresceu, que o investimento se fez, que o ranking europeu do clube subiu da posição 97 para o décimo lugar, e que o Benfica atingiu os quartos de final da Liga dos Campeões. . Foi sob a sua ...

A ARITMÉTICA DO IMOBILISMO

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. . . . . A eventual contratação de Emma Ramírez levanta uma questão interessante. Não sobre a jogadora. Não sobre a qualidade que poderá acrescentar ao plantel do Sporting. Sobre a forma como Margarida Batlle y Font tem gerido a construção da equipa desde que assumiu a direcção do futebol feminino em meados de 2023. Porque, se a internacional espanhola chegar efectivamente a Alcochete, aquilo que muitos adeptos vão querer perceber não é apenas o que Emma Ramírez pode trazer à equipa e ao projecto. É aquilo que a sua chegada dirá sobre um fenómeno que parece repetir-se mercado após mercado e que continua a impedir os sportinguistas de perceber se o clube está realmente a crescer ou apenas a substituir talento que entretanto vai perdendo. Desde Maio de 2023 , os adeptos assistiram à chegada de várias jogadoras capazes de gerar entusiasmo legítimo. Algumas chegaram já com provas dadas. Outras chegaram acompanhadas de expectativas elevadas. Em praticamente todos os mercados, o Sporting...

A LIDERANÇA INVISÍVEL E IMPALPÁVEL DE MÓNICA JORGE

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. . . . . Mónica Jorge levanta uma questão interessante. Não sobre a sua competência. Não sobre o seu currículo. Sobre a forma como entende o exercício da liderança no futebol feminino do Benfica. Porque, passados vários meses desde que assumiu funções, aquilo que muitos benfiquistas continuam sem perceber não é quais serão as próximas contratações. É qual é exactamente a visão que a directora-geral tem para o futuro da modalidade dentro do clube. Quando chegou ao Benfica, Mónica Jorge trazia consigo uma associação de longa data ao futebol feminino português. Durante anos, esteve empregada no meio durante o crescimento da modalidade, ocupou diferentes funções de responsabilidade e tornou-se uma das figuras mais mediáticas do sector. Foi precisamente essa exposição que levou alguns adeptos a acreditar que a sua chegada poderia representar o início de uma nova fase para o futebol feminino encarnado. No entanto, quando se observa aquilo que aconteceu desde então, começa a surgir uma dúv...

MARGARIDA BATLLE Y FONT: PROJECTO OU ILUSÃO?

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. . . . . A eventual contratação de Ágata Filipa levanta uma questão interessante. Não sobre a jogadora. Sobre a gestão do futebol feminino do Sporting. Porque, se a contratação se confirmar, aquilo que muitos adeptos vão querer perceber não é o que Ágata Filipa pode acrescentar à equipa. É aquilo que a sua chegada diz sobre as decisões tomadas nos últimos tempos por Margarida Batlle y Font e pela estrutura que dirige. Durante mais de uma época, os sportinguistas ouviram falar da aposta na formação. Ouviram falar da necessidade de criar oportunidades para as atletas formadas no clube. Ouviram falar da importância de acreditar nas jovens jogadoras. Foi esse o enquadramento que acompanhou várias opções da secção. No entanto, quando se observa a realidade competitiva da equipa, começa a surgir uma dúvida incómoda. A estrutura está a apostar na formação porque acredita genuinamente que essas atletas têm qualidade para elevar o nível competitivo do Sporting? Ou está a apostar na formação...