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A mostrar mensagens de agosto, 2026

A SUBTRACÇÃO DE BEATRIZ ISABEL CAMEIRÃO.

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. . . . . Beatriz Cameirão saiu do Benfica . Oficialmente, a história é simples. Rescisão por mútuo acordo, agradecimento pelo profissionalismo, votos de felicidade para o futuro e fim de uma ligação que, somadas as duas passagens pelo clube, deixou 139 jogos e 11 troféus. Só que há saídas que terminam no comunicado. E há outras que começam precisamente aí. Beatriz Cameirão tem 25 anos , foi formada no Benfica, saiu para o Damaiense , regressou e, na época passada, ainda participou em 27 jogos, com dois golos e duas assistências. Não era uma jogadora indispensável. Mas será que uma jogadora tem de ser indispensável para ser necessária? É esta a primeira pergunta que o Benfica terá de responder. Há adeptos que entendem que Beatriz não tinha qualidade para ser titular. Outros consideram que o seu nível estava abaixo daquilo que se exige a uma equipa como o Benfica. É uma avaliação legítima. Se a Direcção e a equipa técnica chegaram à conclusão de que já não precisava dela, ninguém pod...

DIANA SILVA: QUANDO A MATERNIDADE ENTRA EM CAMPO

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. . . . . Diana Silva está grávida. Comecemos pelo óbvio, que por vezes precisa de ser dito antes de começarmos a discutir o menos evidente. Parabéns , Dra. Diana! A gravidez de uma futebolista não é um problema que o futebol tenha de resolver. É uma circunstância da vida que o futebol profissional terá de aprender a acomodar. O Benfica diz que acompanhará Diana Silva, adaptará o seu treino e recorrerá às diferentes áreas do departamento de saúde e performance. É exactamente o que se espera de um clube profissional. Mas há uma diferença entre proteger os direitos de uma jogadora e garantir que esses direitos não acabam por se transformar numa desvantagem profissional. É aí que começa a verdadeira questão. Não sabemos ainda o que acontecerá a Diana Silva quando regressar. E é precisamente por isso que não devemos antecipar acusações. Devemos, isso sim, formular a pergunta antes de conhecermos a resposta. O que acontece quando uma jogadora regressa da maternidade e descobre que, entretan...

A MESTRA DO MUNDO E O PROFESSOR CANTINFLAS

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. . . . . A saída prematura de uma competição europeia constitui um revés para qualquer clube que ambicione aproximar-se da elite continental. Mas, ultrapassada a frustração imediata, esta eliminatória vs. SKN St. Polten  deixou uma herança talvez mais valiosa do que o próprio resultado. Pela primeira vez em muito tempo, tornou-se possível identificar com alguma clareza aquilo que Micael Sequeira entende ser a (nova?) espinha dorsal da equipa e, sobretudo, quais as escolhas que parecem finalmente romper com algumas das decisões que marcaram negativamente as últimas épocas. Bastaram dois jogos oficiais para surgir uma primeira conclusão evidente. O treinador parece ter encontrado uma defesa que faz sentido. E pela graça de Neto, manteve-a! A repetição de Julia Wozniak , Emma Ramírez Gorgoso , Ashley Barron , Georgia Eaton-Collins e Ágata Filipa (em "desfavor" de Érica Cancelinha ) dificilmente poderá ser vista como coincidência. Mais do que uma simples repetição do onze tit...

SEM BRENDA? SEM CANCELINHA? SEM FONTEMANHA? SEM BATLLE Y FONT? SEM QUAISQUER PROBLEMAS!!!!

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. . . . . Cinco golos raramente resolvem um problema. Por vezes limitam-se a escondê-lo durante alguns dias. Foi essa a sensação que ficou da vitória do Sporting frente ao  SeaSters . O resultado foi esclarecedor. A exibição, em muitos momentos, também. Mas aquilo que verdadeiramente merecia atenção não estava no marcador. Estava nas escolhas. Porque uma equipa pode transformar-se sem contratar uma única jogadora. Basta deixar de insistir, por hábito ou por convicção, em soluções que sucessivas épocas demonstraram não produzir os resultados pretendidos. E foi precisamente essa impressão que o onze inicial deixou. Pela primeira vez em muito tempo, o Sporting pareceu uma equipa construída segundo um critério de complementaridade e não apenas de estatuto ou popularidade. . A diferença começou logo atrás. Ashley Barron voltou a demonstrar aquilo que sempre pareceu ser o seu principal atributo: capacidade para dominar a área, impor-se fisicamente e resolver lances de contacto. Mas, de...

PASSIVO DA SAD DISPARA PARA 350 MILHÕES.

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. . . . . Há números que impressionam pela sua dimensão. E há números que impressionam pelas perguntas que deixam por responder. O último R elatório e Contas do Sporting pertence claramente à segunda categoria. À primeira vista, os resultados parecem oferecer uma fotografia extremamente positiva da saúde financeira do clube. Um lucro consolidado superior a 21M€ , quase cinquenta vezes superior ao do exercício anterior, é um indicador que qualquer administração teria motivos para apresentar com satisfação. Mas a contabilidade, tal como a política, raramente se resume aos títulos. Os números dizem sempre alguma coisa. O problema é que quase nunca dizem tudo. É verdade que o Sporting apresentou um resultado líquido muito expressivo. Também é verdade que esse desempenho beneficiou do crescimento das receitas e da valorização desportiva alcançada nos últimos anos. Contudo, reduzir a análise a esse dado seria ignorar um elemento decisivo. Uma parte muito significativa desse lucro nasceu do...